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Tecnologia nos eventos: o "novo normal" para a área de eventos.

Todos os eventos foram cancelados no cenário COVID-19 e migraram para o digital. Convidamos o Diogo Kühner, consultor criativo de live marketing e criador de experiências digitais.

Foto: Reprodução da Internet
Diogo Kühner é carioca, consultor criativo de live marketing, criador de experiências digitais e gestor de eventos e projetos. Adepto da meditação e práticas do bem-estar, fã do esporte, da música e do entretenimento em geral. Graduado em administração pela UFF e MBA pela IE Business School, na Espanha.

Durante a conversa, percebemos que os recursos aos quais estamos recorrendo nesse momento de “reivenção" e “inovação" na verdade é uma releitura do passado, estamos usando as mesmas mecânicas de antes, porém repaginadas.


VR, Streaming de conteúdo ao vivo, plataformas de streaming, drive-in, nada disso é novo, e se tornou necessidade. Hoje tanto as empresas quanto os consumidores olham mais atentamente para o que o mercado digital vem tentando nos “dizer" há anos.


Em nosso papo nos aprofundamos em questionamentos em como se adaptar e quais ações podemos adotar. O nosso desafio está em entregar conteúdo online para offline.


Confira um pouco do nosso papo...


(CUCO) Muito se fala que a área de eventos precisa aprender com o universo de games. Alguns djs e músicos estão realizando shows através da plataforma. O que você acha sobre isso?


(Diogo) O mundo de games nunca precisou se adaptar. Sempre criou o seu próprio universo e seus meios de interação. Por se tratar do mundo virtual, as barreiras para a criação pouco existem. Se nota que o hip hop e a música eletrônica tem muita sinergia com esse mundo, há uma interseção de interesses do público gamer. E se há um grande interesse do mundo real pelo mundo gamer? Por que não explorar as plataformas de outra maneira? Não há limite! . Por exemplo, a relação do Alok com o jogo FreeFire é bem antiga, como jogador e embaixador. Dentro do game o DJ tem o seu próprio avatar, acessórios, e durante sua live da Globo, a roupa que ele estava usando também fazia parte do universo do jogo. Muita gente não sabe, mas várias ações deste projeto foram desenvolvidas exclusivamente para a plataforma do FreeFire, inclusive o o próprio streaming do show.


(CUCO) Pensando em live marketing e no mundo do entretenimento e nas tecnologias que já estamos usando no momento atual, você acredita que são medidas paliativas por causa do cenário COVID-19 ou que vamos continuar utilizando quando pudermos voltar a fazer eventos offline? Como você vê essas tecnologias sendo inseridas no futuro?


(Diogo) Não é nenhuma novidade as tecnologias que estamos utilizando atualmente. A diferença é que estamos utilizando mais por que fomos obrigados a migrar para o digital por causa do momento atual. Em 2016, fiz um projeto com a NBA durante as Olimpiadas, a primeira NBA House. Foi um projeto que levou um 1 ano e meio de planejamento e desenvolvimento, e a nossa maior preocupação era trazer a melhor experiência para as pessoas. O nosso ponto de partida foi “Como deve ser a NBA House em 2016? Quais as tecnologias que temos a disposição para melhorarmos ainda mais a experiência do fã?” Naquela época ainda era limitado e caro construir bons conteúdos, mas elas já existiam. No fim das contas trabalhamos com alguns dos nossos parceiros do projeto, como a Samsung, que já tinha tecnologias imersivas a disposição. Mas o foco acabou sendo menor no conteúdo e maior na tecnologia (que era novidade para o público). A principal inovação no momento atual não é a tecnologia em si, mas sim a integração da tecnologia com conteúdos de qualidade.


(CUCO) Pensando em tudo isso que você falou que aconteceu em 2016 e agora estamos em 2020, outro dia li um report da WGSN que fala que o COVID-19 não é um criador de tendências e sim um acelerador de hábitos que já existiam. O maior desafio agora é fazer esse cruzamento do online e do offline. Qual a sua opinião sobre isso?


(Diogo) Acredito que precisamos partir do seguinte questionamento, “Como conseguimos fazer esse cruzamento do online e do offline e entregar experiências e conteúdos relevantes e complementares?” Criar um ambiente virtual numa exposição em que a pessoa caminha por uma sala é diferente, é legal, mas como expandir a experiência? Precisamos pensar para o presente/futuro como vamos continuar criando e entregando novas experiências em que a tecnologia seja uma ferramenta que estimule o público no offline com mais valor. Durante o isolamento surgiu um movimento interessante dessa integração. Mandar uma cesta de café da manhã para alguém com quem você faria uma reunião logo cedo pelo Zoom. É simples, mas me parece genial.


(CUCO) Levando em consideração todo o nosso papo até agora, vejo muito falando de “Novo normal” ao invés de um “Novo presente” então estamos resgatando experiências do passado para trazer esse senso de normalidade. Pensando no mundo de eventos, que o produtor é solucionador de problemas, acredito que o maior desafio está sendo mudar esse mindset para se apaixonar pelo problema e criar algo novo a partir disso. O que você acha sobre toda essa movimentação e esse mindset de “Novo normal” ?


(Diogo) Acredito que seja esse o caminho mesmo. Estamos vivendo algo novo, algo diferente de tudo que já vivemos. Existe uma preocupação, justa, de como manter o nosso negócio de pé neste período, e por isso ficamos presos, tentando buscar uma solução no passado. Acompanhei de perto o resgate do drive-in, por exemplo, mas senti falta de algum tipo de inovação na experiência, de algo que a diferencie do passado. Sinto falta de questionamento e criatividade: “O que eu posso criar a partir deesse novo momento? O que faz sentido para o ano de 2020?” Precisamos aproveitar esse momento para e eliminar o que não nos serve mais para podermos focar no novo. É hora de se apaixonar pelo problema! Só a partir desse olhar que conseguiremos criar coisas novas, entregar conteúdos e experiências de valor.

Fique por dentro com o Diogo Kühner


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