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A sexualidade tem uma história que precisa ser debatida com urgência



A sexualidade sempre foi um tabu muito grande na sociedade. O comportamento sexual é determinado pela cultura e a forma como o ser humano pratica sexo é construída socialmente.

Essa cultura tem uma ligação muito forte com a religião, que sempre impôs um comportamento dito “ideal” para seus seguidores, baseado na interpretação de livros sagrados como a Bíblia e o Alcorão. Essa conduta, na maioria das vezes, segue um ideal conservador.

Muitos comportamentos que são considerados “errados” nos dias de hoje, são herança de uma visão conservadora da religião. Durante séculos, as religiões mudaram de posicionamento sobre alguns temas como escravidão, tortura, casamento entre outros, mas quando o assunto é sexualidade, o posicionamento continua o mesmo.

Por ser um tema recorrente na vida da maioria das pessoas, a sexualidade desde sempre ocupa um lugar de grande destaque nas produções artísticas. As mais antigas trazem uma visão mais religiosa comparada com as atuais, que focam o tema no debate sobre sexo, gênero e prostituição.

O MASP (Museu de Arte de São Paulo) trouxe, em um momento em que o conservadorismo vem resultando em críticas a exposições no Brasil, a mostra “A história da Sexualidade” que dialoga sobre gênero, sexo e o ativismo que prega a liberdade sexual.


Além de trazer 150 nomes fortes para o ambiente artístico, que vão desde Renoir a Adriana Varejão, o museu construiu as apresentações das salas com referências bibliográficas de estudiosos sobre o tema, como a filósofa americana Judith Butler, que é uma das principais teóricas da questão contemporânea do feminismo, teoria queer, filosofia política e gênero.

A primeira parte da exposição, intitulada como “Corpos Nus”, traz artistas de diferentes séculos que retratam o corpo humano em suas obras. O nu feminino é dominante no núcleo, fato que revela o poder masculino heterossexual em relação às representações visuais, mas também é possível encontrar obras que homens nus são retratados por mulheres.

Seguindo adiante, entramos no núcleo intitulado “Totemismo”. Essa palavra representa o culto ao totem, que é um modo de representação produzido por grupos sociais que têm por hábito destacar um elemento retirado da natureza e colocar nela um valor simbólico.

Resumindo é um conjunto de idéias e práticas baseadas na crença da existência de um parentesco místico entre seres humanos e objetos naturais, como animais e plantas. Nesta parte, o que mais chamou atenção foram os pênis feitos de papel e os vibradores que representam alguns deuses.

Os próximos temas são Linguagens, Performatividades de Gênero, Jogos Sexuais, Mercados Sexuais, Religiosidades, Voyeurismo e Políticas de Corpo e Ativismo.

Na parte de religiosidade, são apresentados interpretações entre a religião e o sexo. A blasfêmia e a crítica ao poder conservador exercido pela igreja católica são retratados pelos artistas.

Nessa parte, percebemos como a visão da igreja sobre o sexo continua a mesma desde sempre.

No subsolo do museu, a parte sobre políticas do corpo e ativismo retrata a história dos movimentos que lutavam por direito das minorias sexuais e de gênero. O movimento feminista, que ganha força no século 19, e o movimento LGBT são destaque nessa luta.

Ao longo da história desses movimentos, muitas revistas desempenharam um papel fundamental na circulação de ideias revolucionárias no período pré-internet. Lampião de Esquina, Mulherio, Chana com Chana no Brasil e a estado-unidense são exemplos dessas mídias alternativas da época. A exposição traz capas que revelam o apoio às causas.

A história do ser humano está diretamente ligada à sexualidade. Para entender a atualidade, precisamos entender como chegamos até aqui, e a arte é a melhor de maneira de se fazer isso.Um debate necessário, principalmente pelo momento que o Brasil atravessa.


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